Sunday, November 28, 2010

Travel Report - 2010

Paris - Le Louvre (Set. 2010)

Itália (Alessandria) - 10. Nov




Metro de Moscovo (Estação da Revolução)- Nov. 2010
Superstições russas...dizem que dá boa sorte passar a mão no focinho do cão. Eu não confirmo nem desminto, mas já que lá estava....

Moscovo - Praça Vermelha (Nov. 2010)



Frankfurt - 24 Novembro (Wehinachtsmarkt)



Este foi um ano de muitas viagens de trabalho (à semelhança de anos anteriores...;) e de muito pouca "inspiração artistica". Quem sabe o próximo ano trará algo de novo.
Por este ano, já está. Acima um "best of travels" das últimas viagens de 2010"!Ufa...

Thursday, November 18, 2010

Outra vez o Outono... agora em Itália







Já deu para perceber que gosto das cores desta estação do ano, não é? ;))
Fotos tiradas em Alessandria (Itália) no inicio deste mês

Tuesday, October 26, 2010

Made in Japan...com cortiça portuguesa



Design by Tetsuo Tonouchi
www.t-tono.com/

Cork & Design

Transcrição de artigo em:

http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId=%7b4FF792F5-8436-4FBC-9540-776D488F5435%7d

É leve e impermeável.
Ela flutua, não queima e é resistente à água. Não surpreendentemente, a cortiça tem sido utilizada desde os nossos antepassados (caixas de cortiça foram encontradas em destroços de antigos barcos de pesca portugueses) e nos últimos anos tem-se verificado a sua integração no mundo do design.
Seleccionada em 2007 pelo conceituado designer britânico Jasper Morrison para um conjunto de cadeiras da Vitra, a cortiça tornou-se “moda” e é hoje incorporada em sapatos, copos e num enorme leque de novidades.
Acredita-se que sobreiro desenvolve a sua espessura - a casca do sobreiro é a cortiça, uma matéria-prima não inflamável - como uma forma de protecção natural contra os incêndios. Conforme constatado por ancestrais produtores de vinho, a estrutura interna da cortiça (semelhante a uma espuma) confere ao material uma grande elasticidade, suportando assim grandes níveis de compressão e voltando posteriormente à sua forma original.
A versatilidade da cortiça inspirou o designer francês Martin Szekely a criar a Simple Boxes, uma colecção que esteve disponível na Gallerie Kreo em Paris no ano passado: uma secretária, módulos de arquivo e uma mesa de café que tiram proveito da “luz da cortiça e da sua textura suave”, realça o designer, "e sua capacidade de absorver choques físicos e acústicos”. Este factor de resistência ao impacto esteve na base da escolha da cortiça para elemento-chave do capacete de bicicleta de Kevin Goupil.
O designer suíço Tomas Kral reinventou a rolha de cortiça na série Nariz de Palhaço, tornando-a numa esfera de cortiça para vedar o gargalo de uma “carafe”. Os castiçais de cortiça e tablemats de Marie-Christine Dorner foram concebidos de forma a potenciar as qualidades materiais das superfícies adjacentes. De acordo com esta artista “a cortiça é óptima para combinar com outros materiais, como a porcelana e o metal”.
Por último, a resistência da cortiça ao calor fez com que fosse seleccionada para os candeeiros Float, de Benjamin Hubert. É um nome apropriado para as luzes que parecem mais leves que o próprio ar, devido à presença de uma matéria-prima mais leve do que a própria água.
In: Air France Madame Magazine

Saturday, October 16, 2010

Os Livros da Feira do Livro...

GÉNESE - António Ramos Rosa (Roma Editora)


(...)
"Sem caminho
nos flancos do que não há do que nunca poderá ser
a mão tornou-se o lábio do para-ser
e desliza sobre o lábio branco beija o puro beijo
de si própria para além de si enamoradamente branca"
(...)

PURO AMOR - Carlos Varela (Editora Tecto de Nuvens)
Excertos do poema "Saudade"
(...)
É o limbo das almas
O vão da longa espera
É cruel e não se cansa
De quem não chega é ânsia
O expoente da quimera
Ruina de quem não partiu
Torniquete, dama de ferro
É asa que de morte se feriu
Capítulo que não encerro
É o tempo que não passa
Relógio que empata o tempo
Tortura da cela de pedra
Que faz gelar o vento
(...)
É uma prensa de betão
É sonho que não sossega
Rosa que não chega a botão
Sermão que não se prega
É silêncio que ensurdece
É queimadura de frio
É lume que não aquece
Balão cheio de vazio
São memórias infinitas
Erva da terra de sal
Nas páginas, raras escritas
Reticências no final...
PEGADAS DE VENTO - Maria João Saraiva de Menezes - (Editora Tecto de Nuvens)
"Cada vez existem menos palavras"
Cada vez existem
menos palavras
Que será de mim
dentro do silêncio?
Que será do mundo
incomunicável
encarcerado?
Fecham-se,
pouco a pouco,
as vozes
do meu grito
do meu salto
Que será de mim
quando terminarem
as palavras?
(transcrição integral)
P.S:
Não é provável ir a uma Feira do Livro, por mais pequena que seja, e sair de lá sem trazer livros... Para mim, é algo praticamente impossível!!...
Acima os livros de poesia que comprei e alguns "trechos seleccionados" dos mesmos. O primeiro autor mais que conhecido (para mim, pelo menos) e os outros dois ilustres desconhecidos, uma descoberta...